Oct 29th

REVENUE MANAGEMENT É ASSUNTO SÉRIO

By Rui Ventura

 

 

 

Hotelaria é um assunto sério, uma industria séria e tão lucrativa que precisamos dar um basta nos oportunistas de plantão. Sinto muito mas eu preciso ser direto e vou principalmente “linkar” esta postagem para outras duas que eu gostaria que fossem analisadas com olhos de quem leva o assunto a sério.


Eu posso assumir a administração de um hotel e mudar o lucro de 10 para 200% em 12 meses. Isso não é exatamente algo que se possa fazer todos os dias e ainda bem que nem em todos os Hoteis, mas eu já tiver oportunidade de fazer isso e FIZ. ( Na ocasião fui visitado por um professor da cornell university, com quem tive oportunidde de trabalhar e com quem aprendi muito. Ele sentou-se na minha mesa, abriu meus gráficos e perguntou após a análise: " Rui como vc conseguiu isto?' Eu disse Oleg vc é um bom professor, eu apenas sei fazer e faço o que consigo tão bem aprendi. Isso é Administração Hoteleira sustentada por RM, Revenue Management, aliás gerente geral que não sabe operar revenue é no máximo um bom Sub Gerente, porque o profissional sério responsável pela Gerencia Geral de um hotel, não vai deixar que a receita dependa seja de quem for isoladamente. É um assunto sério envolve toda a unidade e depende de um Lider que acima de tudo saiba como tud funciona e tem a visão necessária para mudar o que achar necessário. É uma disciplina de um curso de extensão universitária como aliás, mesmo no Brasil, isso é entendido e uma instituição séria afirma isso o SENAC . Caso a matéria saia do ar, estou reproduzindo abaixo a mesma em Print Screan:

Senac.jpg

Como se isso não bastasse, aparecem os almofadinhas, com todo o respeito, mas não posso conceber, que alguém se ache o GURU do Revenue, iniciando dizendo que vai trazer o que aprendeu na origem em companhias aéreas, que embora tenham sido os primeiros a usar a ferramenta/filosofia/sistema e o lá usado, seja genericamente o mesmo ou melhor tenha o mesmo embasamento geral, não tem nada a ver um com o outro, O que precisa ser usado e implantado na hotelaria. Até hoje os poucos que me disseram ter um sistema de RM para hotelaria que funcione, quando pedi para ver "correram" será que... Têm mesmo? a semelhança é que se trata de dois tipos de empresa que se prestam a esse tipo de gestão. E sim foi na Aviação que ele começou assim como foi a America Airlines que iniciou o Yield Managemente, e não, não são a mesma coisa. Até já publiquei a diferença.

Com o Revenue se fazem proezas como a que eu fiz várias vezes em minha vida, como é possível alguém que diz entender do assunto se propor a dar um curso de RM com cerca de 8 horas de duração por pouco mais de cem reais. Desculpem, mas ou vamos encarar o Revenue com RESPEITO ou os hoteleiros e os ditos gerentes de receita vão ter muitas decepções e perder muito dinheiro até entenderem onde erraram. Caso o Link do curso saia do ar, junto o Print Screan do mesmo:

RM.jpg

Não me entendam mal, mas Revenue Management como gostam de lhe chamar ou o verdadeiro GERENCIAMENTO DE RECEITAS é algo muito sério e requer respeito.


É Matemático
É científico.
É analítico
E é Conclusivo.
Tem Inicio e não tem fim.


Para se ser um profissional e lidar bem com RM precisa ser Amante da matemática - da Economia -do cálculo - E da lógica.

Um Pequeno alerta: Lidar com RM de qualquer maneira e por quaisquer mãos, pode fazer, e acreditem FAZ a grande diferença entre o SUCE$$O e a Falência.

Sep 20th

Revenue Management (Gerenciamento de Receitas)

By Rui Ventura
(gerenciamento de receitas)
Para Todos
Os Menores Hotéis também teem direito aos benefícios.
Por: Rui Ventura
Por favor, não me interpretem mal, eu realmente não acho que nenhum dos meus leitores desconheça estas técnicas, mas alguns dos artigos de gestão de receitas que eu li recentemente fizeram me sentir como um “boneco”. 

Tenho certeza que existem muitos hoteleiros que estão interessados neste tópico, eu só sinto que alguns "especialistas", tentem fazer a gestão de receitas muito mais misteriosa e complicada do que ela precisa ser para muitos Hotéis. Na verdade, muitos dos artigos que li foram obviamente escritos para atrair gestores de receita qualificados em tempo integral, mas como há muitos hotéis que não podem se dar ao luxo de ter alguém especificamente para desempenhar esse papel. A maioria dos hotéis não tem escolha, a não ser atribuir as tarefas de gerenciamento de receitas para o seu melhor colaborador, geralmente o Gerente Geral ou até mesmo o front Office Manager; de qualquer forma, precisa ser uma pessoa que tenha um elevado interesse por números, conhecimento e tempo para exercer e desenvolver essa prática.

Minha preocupação é para com os pequenos e médios empreendimentos que não podem se dar ao luxo de contratar um especialista de gestão de receitas e, portanto ainda não tiveram o prazer dos Benefícios que produz um bom Gerenciamento de Receitas. Muitos dos clientes que tive são pequeno proprietários independentes ou franqueados e que lutam com algumas dificuldades no dia a dia, estes precisam de esclarecimentos, treinamento personalizado e muitas vezes específico, mas jamais lhes passa pela cabeça terem um Gerente e Receitas, no máximo um colaborador que conheça gerenciamento de receitas. Gestão de receitas não é o mais importante para eles, ou até seria mas por um lado eles não sabem, por outro, para o seu tamanho e condições não podem, ou assim pensam, então precisam se contentar com o que podem pagar, e que lhes é prático e rentável para o dia a dia.

As companhias aéreas foram os primeiros, a compreender que o princípio da “Oferta e da Procura”, poderia ser usado para maximização de receitas. Eles perceberam que vender assentos a preços elevados era quase impossível na maioria das vezes. Eles precisavam de uma forma que lhes permitisse maximizar as vendas e preencher assentos suficientes para cobrir as despesas, ainda assim conseguiram um sistema que lhes permite MAJORAR preços tão logo o equilíbrio seja obtido. Assim, nasceu a tarifa “magic 7”. Qualquer um que faça uma reserva com mais de 7 dias, de antecedência, faz um bom negócio, normalmente o preço do vôo está coberto até 7 dias antes, permitindo-lhes então majorar preços e ainda assim terem lucros reais e astronômicos.

Este princípio aplica-se também para os hotéis. Com o aumento da ocupação (procura) e da oferta (disponibilidade de quartos) diminui as tarifas “torna-as promocionais”, passado o período, as mais baixas são fechadas para venda, e apenas as mais elevadas estão disponíveis. Hotéis de hoje precisam de uma base de negócios, a fim de cobrir as despesas operacionais. Venda de quartos, todos na mesma tarifa, sem um critério pré estabelecido que às vezes (chega a mudar dentro do próprio dia) raramente produz um bom resultado, mesmo tratando-se de uma taxa média. 

Vamos examinar como as tarifas de hotéis são determinadas. Ao contrário do que alguns proprietários de hotéis podem acreditar, as taxas pouco teem a ver com mobiliário do hotel ou design. Tarifas de Hotel são determinadas pelo que as pessoas vão pagar por esses quartos. Não quero aqui de forma alguma dizer que isto está correto, Não, (NÃO ESTÁ) mas vamos ser honestos ao admitir que a maioria delas é obtida através do que o “vizinho” oferece, e não com bases de cálculos sólidas como DEVERIA. Tenho visto muitos quartos de hotel serem vendidos por R$ 150 por noite em Florianópolis, o que seria vendido por R$500 por noite em São Paulo ou Rio, para o mesmo quarto. Demanda de ocupação é a principal diferença. Maior demanda permite taxas mais altas,(O que não significa dizer que a base de tudo é sabermos quanto nos custa, quanto queremos que seja nosso lucro para podermos determinar por quanto vendemos) pura e simples.

Ao desenvolver as tarifas, é sempre uma boa idéia "Olhar a concorrência" na competição, mas isso é um detalhe e não é o principal. Partimos do princípio que o ou os concorrentes, entendem tudo de Economia finanças, custos hoteleiros enfim Gestão de Receitas altamente especializada, e seus relatórios são impecáveis. Seu relatório STR pode ser o melhor investimento que você já fez para a sua propriedade. Desenvolver suas tarifas em comparação com seus concorrentes. Como é o seu hotel comparar, mas não se esqueça, vc tem que saber exatamente o que quer e o que precisa para conseguir atingir suas metas.

Há muitos anos, os hoteleiros já perceberam ou deveriam ter percebido que vários segmentos de mercado tolerar níveis e ritmos diferentes. Para uma melhor operação do Hotel ou hotéis as tarifas precisam atender os segmentos de mercado, demanda e terem elasticidade para oscilações. Todas as tarifas devem partir da mais alta tabela de balcão e descendo conforme necessidade até se atingir o máximo de desconto permitido. (Vamos lembrar que o gerenciamento de receitas bem implementado se baseia em preços de venda) 


Adicionando Restrições
Para períodos de alta demanda, muitos hotéis costumam colocar restrições para aumentar o rendimento da receita. Algumas restrições comuns, como estadias mínimas, fechado para chegada, etc., são excelentes ferramentas para gerentes de receita experientes. Mas restrições devem ser aplicadas com alguma cautela, porque elas exigem limite.

Pratique diariamente Criar a Perfeição:
Uma boa prática é criar uma reunião de rendimento para incluir todos os indivíduos-chave no hotel. Para começar, sugiro reunião pelo menos três dias por semana. Grandes Organizações e as Redes com gerentes de receitas em tempo integral, obviamente revisão quartos ocupados e reservados a cada dia. O propósito desta reunião é revisar reservas para o futuro para determinar quais os dias que precisam de mais atenção.

Tarifa de Reserva:
Ou ritmos de reserva, a tarifas na qual as reservas são feitas para o futuro, varia ao longo do ano. Se as reuniões são realizadas fielmente o rendimento das pessoas de gestão de receitas vai ganhar um sentido para o ritmo de reservas. Alguns registros cuidadosos de manutenção do sistema podem ajudar neste processo.

Gestão de receitas utiliza intuição, bem como habilidades analíticas, conhecimentos de custos e aritmética; economia  e outros, o conjunto de habilidades melhora com a prática. A mentalidade de um bom Gerente melhora o rendimento da equipe focada na produção de uma boa mistura de ocupação e tarifa média. Missão do hotel deve ser a construção de ocupação com base, numa boa mistura de tarifas, e então tirar vantagem de ter uma base de tarifas crescentes para construir as taxas médias, para cima.

A missão não deve ser simplesmente para obter 100% de ocupação, mas sim começar a ocupação mais alto possível, com uma taxa média tão alta quanto possível. Para um Hotel de 100 apartamentos, 85% de ocupação com uma tarifa média de R$. 140 é mais rentável do que 100% de ocupação a R$.120. Embora ambos os casos produzam aproximadamente o mesmo rendimento, deixe-me perguntar: quanto custa limpar 15 apartamentos?

Este é um formato simplificado para os hotéis que estão atualmente preocupados em “vender apartamentos”, mas podemos garantir que RM ou o Gerenciamento de receitas é muito mais amplo e o vendedor de apartamentos não é um hoteleiro e sim um hospedeiro precisa aperfeiçoar serviços e atendimento e agregar valor ao seu empreendimento no momento, e então sim ascender ao título de HOTELEIRO.  De qualquer forma a simplicidade do sistema exposto é Boa sempre que bem usada e excelente para quem quer só gerenciar receita de apartamentos. O propósito da gestão das receitas é o de ajudar os hotéis a "fortalecer" seus negócios. Obviamente, pode haver muito mais detalhes e técnicas intrincadas envolvidos na gestão de receitas,mesmo só para apartamentos, e acreditem, HÁ, mas, por vezes, o progresso tem que vir engatinhando até que a prática leve sim à perfeição.

Como dito no início deste artigo, é verdade que muitos grandes hotéis, franqueadas e independentes, e algumas empresas hoteleiras têm talentosos gerentes de receita, o que ainda é controverso. No entanto, hotéis mais independentes e menores não estão usando qualquer forma de gestão de receitas em suas operações. Gestão de receitas, mesmo em sua forma mais simples, pode beneficiar a maioria dos hotéis não importa se é grande ou pequeno.

Há outros fatores que afetam as decisões de close-out e / ou restrição, como a história de ocupação, over-bookes de hotéis com instalações para convenções e eventos especiais sendo realizados na área. Para empreendimentos que podem estar apenas iniciando na gestão de receitas a prática e o gosto pelos números faz a perfeição. Para muitos hotéis, começar com o básico vai mostrar, em pouco tempo, muitas oportunidades para se tornar mais sofisticado, com outras formas de melhorar o seu rendimento receita. 

Gestão de receitas é um veículo para ajudar hotéis a tomar conhecimento dos apartamentos que vendem as tarifas que praticam, e ao ritmo a que eles vendem. É uma maneira de tornar hotéis pró-ativos no processo de venda, ao invés de simplesmente postar as tarifas e esperar que elas por si só vendam.

Apr 28th

Hospedagem cara e Contraproducente

By Rui Ventura

riocopa_site1.jpg

É com este títuloHospedagem em SP e no Rio é mais cara que em Berlim

 AE – Agencia Estado”.

Lamentável, a folha on line,trazer uma notícia que por verdadeira demonstra incompetência e amadorismo do setor, e que este por sua vez, culpa normalmente o governo pela falta de “oportunidade”, não, o que há é falta de trabalho sério.

Falei recentemente de custos e vou continuar, claro que logo depois desta postagem, eu falarei de Vendas, para amenizar um pouco.

Se perguntarmos por que o Rio e SP são tão caros, vamos escutar um rosário de desculpas, cujo sinônimo se reduz a incompetência, e exceto em um caso, de parte a parte, governo e iniciativa privada. Já sei que, temos a carga tributária mais elevada  absurda e mal administrada do Mundo, mas cada povo tem o governo que merece já que os políticos são eleitos pelo voto, ou será que não?

Porque os Hotéis, vamos ficar com RJ e SP, são tão caros? Porque 90% dos empresários não sabe quanto custa abrir a porta, e nem quanto seu negócio deve dar de lucro para ser sustentável e permanente. Então pratica preços de acordo com o “andar da carruagem”.

1º Há a saber, que um hotel não dá prejuízo a partir dos 31% de ocupação real, ou pelo menos não pode dar, e isso é uma questão administrativa financeira. É preciso conhecer: mercados, finanças, custo, matemática e administração hoteleira para se chegar a uma tabela honesta e com lucros de acordo com o tipo de indústria que temos, e nela, da categoria e serviço de que dispomos.

2º O empresário tende a crescer, para isso precisa investir, crescer não é sinônimo de crescimento da conta bancária pessoal, é algo muito mais amplo e digno, e quando a nossa matéria prima é Gente, preocupemo-Nos com Ela e todas as nossas melhores expectativas serão positivamente excedidas.

Hoje se eu tivesse Hotel no Eixo Rio São Paulo, com certeza nos últimos 3 anos já tinha construído ou adquirido outra unidade isso se eu só tivesse uma.

O que falta realmente é Administração coerente, planejamento e competência para gerir uma indústria complexa que anda ainda muito na base do amadorismo.Só por curiosidade, quantos hoteleiros teem uma distribuição de seus lucros planejada? Quanto está sendo atribuído a manutenção e melhoramento do empreendimento, treinamento e reciclagem de mão-de-obra, e novos investimentos? isto para não alongarmos a lista.

Será que alguém fez conta de quantos turistas, ou mesmo quantos executivos deixamos de receber por falta de acomodações ou por preços que mais parecem uma piada? Aos Senhores governantes, já lhes passou pela cabeça calcular o quanto deixam de arrecadar em impostos pela falta de gestão e pelo absurdo cobrado em taxas e impostos no setor de turismo e hospedagem? No caso da reportagem citada há uma pessoa que planejava passar um mês no Brasil, passou 15 dias. Sei que “uma andorinha não faz primavera”,mas se em um ano tivermos, e devemos ter, um milhão de casos,interessou? É, tudo o que se multiplica por esse nr. Vale a pena, mesmo para quem não tem visão de futuro. Além da total falta de infra estrutura para turistas? Diria até por falta de incentivo, faltam apartamentos a preços decentes, porque há poucos, onde está o planejamento? Porque não, já que a iniciativa privada se mostra incompetente, planejar e prever novas UH (unidades habitacionais) antes que este caus. se instale? Não quero aqui dizer que o Governo deva criá-las ou pensar em Administrar Hotéis, já que, não precisamos de esforço para perceber que os governantes não fazem nem o dever de casa. Não há saúde, a educação é uma palhaçada, as estradas estão sucateadas, linhas férreas nem pensar, os aeroportos em colapso, os portos assoreados, enfim, uma “fartura”, falta tudo…. Se fossem hoteleiros então seria pior ainda. Mas podiam perfeitamente chamar pessoas que entendam do assunto e dizer-lhes, vamos ter falta de apartamentos daqui a 5 anos, estamos dispostos a subsidiar construção, nada de ampliações, e sim novos hotéis neste e naquele local, o que o Senhor (a) acha de administrar esta ou estas unidades desde a fundação com dinheiro subsidiado pelo BNDES, mas isso sem apadrinhamentos, esse dinheiro tem que ser um empréstimo, precisa das respectivas carências, mas tem que ser totalmente devolvido ou o empreendimento vai a leilão, o que não é interessante nem para o banco nem para o empresário,muito menos par o País, colecionador de “elefantes brancos” como o complexo dos jogos Pan Americanos no Rio que hj poderia estar sendo BELISSÍMAMENTE utilizado para suprir falhas de mercado, e está lá sucateando e dando despesa, ninguém se importa, já que é dinheiro do contribuinte. Não deixaria de pagar um centavo de um financiamento no Rio em SP ou em qualquer uma das cidades onde isso se faz necessário, e nem o aceitaria se não fosse feito em moldes coerentes.

O Turismo é uma indústria, como a petrolífera, a siderúrgica, a construção civil e tantas outras. O empresário Brasileiro ainda não acredita nisso, e como tal explora o turista, sem sequer perceber que ninguém engana ninguém e logo, o enganado vai embora, e espalha o seu sentimento negativo pelo seu circulo de amizades o que invariavelmente destrói algo que não tem nenhum motivo para não estar sempre em ascensão, a não ser a INCOMPETÊNCIA EXPLICITA QUE DEU ORIGEM À MATÉRIA DA FOLHA E EM BREVE O QUADRO ESTARÁ PIOR, ou profissionaliza-se o setor.

Apr 20th

Custos:Reduzir ou Diluir – Eis a Questão.

By Rui Ventura
Agui+Logo+Pequena (1).jpgReduzir custos, qualquer um reduz, ou pelo menos assim pensa, pois as atitudes inerentes ao fato, muito provavelmente vão mostrar num futuro muito próximo que a operação não deu exatamente o resultado previsto.

Administração, não se faz por promissórias, se esta não dá vamos ver a próxima. Isto é uma atitude de amadorismo que cada vez mais deixa de ter aceitação plausível no nosso meio.

Casos há em que a redução se faz necessária e proceda-se a ela, mas é preciso ponderar exatamente quais as implicações de tal atitude, pois o que se deseja com ela é a redução pura e simples e não complicar modelos de operação cujo conserto se torne depois demasiado caro.

Há sim situações em que o enxugamento é recomendável, e assim sendo faça-se. Precisamos no entanto ter em mente que lidamos sempre com gente e prestamos serviços para pessoas, não há nada que dê mais lucro que o cliente satisfeito  um de nossos segredos é fazer com que o seno hospede se sinta como em casa. E não é visto com bons olhos o rodizio constante dos atendentes.

Porque a diluição? Se eu tenho uma estrutura, com um custo fixo e uma rentabilidade “X” tudo o que eu tenho que fazer é traçar os planos, para que esta estrutura me leve à rentabilidade “X+Y” e é espantoso o que se consegue com este tipo de raciocínio, e é muito gratificante percebermos, que o mesmo que nos rendia o “X” foi otimizado e passou ao novo resultado, na maioria das vezes treinando e motivando as pessoas existentes.

É possível neste tipo de administração envolver e fortalecer as equipes, fazer com que elas se tornem muito mais, a parte do nosso TODO.

É muito mais fácil motivar para grandes resultados positivos, quando mostramos que, apenas com um pouquinho mais, estes já começam a aparecer. Assim por vezes não só se salvam estruturas inteiras, como se transformam equipes medíocres, em verdadeiros vencedores.

Redução de custos, em especial por corte de pessoal é, na maioria das vezes sinônimo de comodismo. E o resultado nunca é positivo. Quando se olha para o longo prazo, trabalhar, treinar e calcular tem um som POSITIVO,para o medíocre enxugar .

Custos a gente dilui. E com isso Otimizamos resultados. E geramos empregos e crescimento.

Apr 18th

Quanto Custa?

By Rui Ventura
Agui+Logo+Pequena (1).jpg

Quanto custa abrir as portas de seu Hotel? Uma vez aberto, está aberto. Não, errado, uma vez aberto ele continua custando;

 E é primordial que se saiba o quanto, se falarmos em termos genéricos a gente até transforma o valor em diárias e sabe exatamente quantos apartamentos precisam estar ocupados e sendo pagos para que as despesas do dia se paguem, sem deixar de ter calculado o valor real, se entrar numa política de descontos é preciso que isto tenha sido devidamente calculado para elaboração da tarifa..

É isto, e que um hotel de categoria média, falo de  três, Quatro estrelas ou equivalente deve dar um LUCRO LÍQUIDO de 27 a 33% é o que a maioria dos hoteleiros desconhece com exatidão  e aqui entramos no conhecido ciclo dos “chorões” de plantão que passam a se queixar interminavelmente de crise, do governo da prefeituras, não a culpa não é deles, tudo o que acontece em nossas vidas é sempre e só culpa nossa.

É sabido que é muito mais fácil se queixar, arranjar um culpado e em última análise culpar o governo. Do que realmente entender que não há hotel que não dê lucro, há enfoques errados em suas administrações, e claro desconhecimento no quesito custos, a maioria das vezes administração em geral. Hotel é foi e será sempre um investimento rentável. E Convive muito bem com qualquer crise, isto serve para a maioria dos similares, Bares, restaurantes “Bistreaux” e etc.

Quando uma empresa não dá lucro, e isso foi tido como liquido e certo, liquida-se, desde que esgotadas todas as hipoteses de viabilizar rentabilidade.

Mas no Caso da hotelaria isso não existe, é uma indústria em franca expansão, haja vista as grandes redes internacionais investindo pesado no setor por esse Brasil a fora. Não fosse assim, eles estariam “respirando outros ares”.

O que há realmente é escassez de profissionais competentes nas administrações hoteleiras em todos os escalões, muitas vezes esse desconhecimento parte já dos empresários que, assim sendo estão despreparados para contratação de executivos.

Para que algum parâmetro haja, tomemos por base estes números:

Se você tem um Hotel de 3 ou 4 estrelas ou (similar) este empreendimento dependendo de sua estrutura como um todo precisa lhe dar um LUCRO LÍQUIDO  entre 27 e 33%(Se assim não for, algo está muito errado), o Hotel não pode dr prejuízo acima de 32% de ocupação real

No Caso de restaurantes, isso muda um pouco de figura porque precisaríamos olhar a vários tipos deles, mas tomemos, por exemplo, o restaurante em que a maioria das pessoas almoçam por estarem trabalhando fora ou até mesmo executivos que precisam levar algum cliente mais despretensioso, então falamos aqui de casa onde vc pode fazer a sua refeição com um valor entra 20 e 50 (reais). Esta casa tem que estar dando o Lucro Liquido de 33,33% os grandes “restauranteurs” não admitem de forma alguma um percentual inferior a este como lucro líquido, e quando este não é o resultado, e eles não sabem como fazê-lo acontecer. Deixam o negócio.

 Num próximo encontro falaremos de custos: redução ou diluição

Apr 14th

TEMPEROS...

By Rui Ventura
temperos.jpg

TEMPEROS, Aromatizantes, Condimentos

Temperar é por sal na medida certa – operação simples e, não obstante, fundamental, par a cozinha que exige “gosto”, uma grande sutileza, muita atenção e muito discernimento.

Os Aromatizntes – os aromatizantes usados na cozinha devem, salvo raras exceções,fundir o seu aroma particular com o sabor geral dos pratos, que elas realçam de maneir mais ou menos pronunciada.


Todos provêm de plantas aromáticas, sendo as mais conhecidas e usadas as seguintes:

Endro,cravo-da-índia,coentro, louro, macis,mostarda, noz-moscada,pimenta tomilho, anis, badiana,manjericão, comilho, funcho,junípero,raiz-forte, alecrim,salva, páprica, açafrão caril (curry),cerefólio,estragão, salsa, raspas de limão, laranja e tangerina, baunilha, chá chocolate e café.


O site onde fiz os links é muito interessante para quem gosta das coisas naturais.

Podem-se substituir essas plantas por espécies compostas mais fáceis de empregar,mas com o inconveniente de dar um aroma padronizado.

Permitam-me sugerir uma das melhores fórmulas culinárias:

·         10 grs. De louro seco.

·         10 grs. De tomilho seco.

·         10 grs. De macis.

·         20 grs. De noz-moscada.

·         15 grs. De canela.

·         20 grs. De cravo.

·         10 grs. De pimentão vermelho (sem sementes).

·         10 grs. De pimenta branca.

·         10 grs. De alecrim.

·         10 grs. De manjericão

Estas plantas são cuidadosamente secas e moídas no processador, (bom seria o almofariz) e passadas pela peneira a fim de obter um pó muito fino. Os fragmentos que ficam na peneira serão moídos e peneirados até não restar mais nenhum. Conservam-se indefinidamente em frascos hermeticamente fechados e guardados em lugar seco.


CONDIMENTOS:

Os condimentos dividem-se em cinco categorias:

·         Ácidos: - vinagre, agraço e suco de limão.

·         Acres: -  alho, cebolinha, cebola,cebolinha (o bulbo da cebola nova),alho poro, raiz-forte,Rabanete,chalota (que pode ser substituída por cebolinha).

·         Açucarados ou Edulcorantes: - açúcar, mel e beterraba vermelha.

·         Gordurosos: - óleo, azeite, manteiga e banha.

·         Compostos: - mostardas e seus derivados,picles, pepinozinhos,cebolas,

                                alcaparras,sementes verdes de mastruço, tomates

                                verdes,pedaços de couve-flor, etc., macerados e conservados                                            em viagre.

Apr 7th

TEMPEROS

By Rui Ventura
temperos.jpg
Temperar é por sal na medida certa – operação simples e, não obstante, fundamental, par a cozinha que exige “gosto”, uma grande sutileza, muita atenção e muito discernimento.
Os Aromatizntes – os aromatizantes usados na cozinha devem, salvo raras exceções,fundir o seu aroma particular com o sabor geral dos pratos, que elas realçam de maneir mais ou menos pronunciada.

Todos provêm de plantas aromáticas, sendo as mais conhecidas e usadas as seguintes:
Endro,cravo-da-índia,coentro, louro, macis,mostarda, noz-moscada,pimenta tomilho, anis, badiana,manjericão, comilho, funcho,junípero,raiz-forte, alecrim,salva, páprica, açafrão caril (curry),cerefólio,estragão, salsa, raspas de limão, laranja e tangerina, baunilha, chá chocolate e café.

O site onde fiz os links é muito interessante para quem gosta das coisas naturais.
Podem-se substituir essas plantas por espécies compostas mais fáceis de empregar,mas com o inconveniente de dar um aroma padronizado.
Permitam-me sugerir uma das melhores fórmulas culinárias:
·         10 grs. De louro seco.
·         10 grs. De tomilho seco.
·         10 grs. De macis.
·         20 grs. De noz-moscada.
·         15 grs. De canela.
·         20 grs. De cravo.
·         10 grs. De pimentão vermelho (sem sementes).
·         10 grs. De pimenta branca.
·         10 grs. De alecrim.
·         10 grs. De manjericão
Estas plantas são cuidadosamente secas e moídas no processador, (bom seria o almofariz) e passadas pela peneira a fim de obter um pó muito fino. Os fragmentos que ficam na peneira serão moídos e peneirados até não restar mais nenhum. Conservam-se indefinidamente em frascos hermeticamente fechados e guardados em lugar seco.

CONDIMENTOS:
Os condimentos dividem-se em cinco categorias:
·         Ácidos: - vinagre, agraço e suco de limão.
·         Acres: -  alho, cebolinha, cebola,cebolinha (o bulbo da cebola nova),alho poro, raiz-forte,Rabanete,chalota (que pode ser substituída por cebolinha).
·         Açucarados ou Edulcorantes: - açúcar, mel e beterraba vermelha.
·         Gordurosos: - óleo, azeite, manteiga e banha.
·         Compostos: - mostardas e seus derivados,picles, pepinozinhos,cebolas,
                                alcaparras,sementes verdes de mastruço, tomates
                                verdes,pedaços de couve-flor, etc., macerados e conservados em viagre.
Mar 27th

As refeições os exageros e proporções a guardar:

By Rui Ventura
food.jpg
Refeições parecem sempre demasiado copiosas, pelo menos na minha modesta apreciação. Em minha opinião, deveríamos sair da mesa sentindo que poderíamos comer mais um pouquinho. Um único prato quente por refeição parece-me suficiente, mesmo em se tratando de um grande jantar.
Uma anfitriã que apresente um único prato quente, mas bem-feito, pode estar certa de satisfazer os convidados. As refeições que incluem hours-d’oeuvres quentes, um prato de peixe quente, um prato e carne quente, e uma dessas absurdas sobremesas quentes! Ainda mais que dão um trabalho enorme, e não há nada mais triste para os convidados do que ver a anfitriã extenuada, após um dia inteiro na cozinha, não podendo acompanhá-los à mesa, obrigada a ir verificar os pratos que preparou... Ela precisa aprender a se limitar, não tentando concorrer com os cozinheiros profissionais, que além de terem toda uma estrutura para o preparo de cada uma das iguarias necessárias, se preparam às vezes toda uma vida para isso. Se a pessoa quer ir a um restaurante, que vá. A dona-de-casa deve procurar um menu mais simples e não chegar à mesa cheirando a frituras... É preferível que ela sirva aquele suflê de queijo que sabe preparar como ninguém, seguido, por exemplo, de um patê de foi gras.  Mas a regra geral é que escolha pratos que possam ser preparados antecipadamente, a fim de estar descontraída ao ir para a sala de jantar. Permitam-me deixar outro conselho PR as donas-de-casa: continuem a preparar aqueles pratos que tão bem faz. Aprendam a preparar realmente muito bem três ou quatro pratos, como o inesquecível suflê de queijo, um admirável gratinado de batatas. Se, além disso, souberem preparar uma ave ao creme de leite, ou assar um belo pernil a partida está ganha!
Mar 27th

Dos Processos de Cozimento

By Rui Ventura
Já Vimos como elaborar Cardápios eficientemente, Já fizemos compras cedinho para aproveitar os melhores produtos, aprendemos o quanto comprar e tivemos a introdução à NOVA COZINHA. Vamos Agora começar a cozinha, que tal? 


Dos Processos de Cozimento:
Os processos de cozimento dos alimentos são cinco:
 - Assado na brasa, pouché, cozimento na panela, o assado, o grelhado, maneiras bem diferentes tanto no tratamento dado, quantos nos resultados, que oferecem à cozinha recursos saborosos e infinitos.
O Assado na Brasa – aplica-se de preferência a peças de carne volumosas, quase sempre postas em escabeche durante 5 o 6 horas, e muitas vezes lardeadas. Nesse caso, a peça é posta a escorrer, é enxuta, colocada sobre o fogo e tostada em manteiga ou outro tipo de gordura, regada moderadamente com o escabeche e um complemento de molho de vitela ou caldo e carne. O recipiente é tampão hermeticamente e o cozimento a fogo muito lento.
O Pouché – É o processo de cozimento em um líquido mais ou menos abundante e em ebulição quase imperceptível.
O Cozimento na panela – é uma forma de cozinhar em fogo brando, sem outro molho senão o da manteiga utilizada para preparar a peça e a exsudação natural do alimento. Depois de dourá-lo, fecha-se a panela hermeticamente, regando-se várias vezes. Ao terminar a cocção, teremos um verdadeiro molho concentrado.
O Assado pode ser no forno ou no espeto, - sendo este último método incontestavelmente superior. Em ambos os casos, há a concentração de calor, refluxo dos sucos para as partes centrais da peça em cozimento, criação de uma crosta externa tostada, a qual conserva presos os sucos que, por um fenômeno inverso, impregnarão todos os tecidos quando o assado não estiver mais submetido à ação do fogo. Durante processo do assado, recomenda-se aspergir freqüentemente a carne com a gordura,mas não com molho do assado.
O Grelhado obedece às leis culinárias dos demais assados: - Tostadura das carnes expostas ao fogo livre, concentração dos sucos nutritivos. O segredo consiste em saber coordenar, a intensidade do fogo, a rapidez, maior ou menor, da exposição ao calor, com o volume e a espessura da peça colocada sobre a grelha. A Carne assada na grelha é virada só uma vez e com um pazinha, nunca com um garfo ou instrumento perfurante, o que ocasiona o escoamento do suco.

Os guisados, os soutés, e as frituras são derivados esses processos fundamentais. As explicações teóricas virão a seu tempo. 
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Mar 27th

O Que e Quanto de Que Comprar...

By Rui Ventura
Não teria graça nenhuma, sugerir que vão escolher os produtos mais frescos no mercado senão informar o quanto de cada deve ser comprado. Assim segue uma tabela para ajudar:quadro-de-orientac3a7c3a3o.jpg