Revenue Management (Gerenciamento de Receitas)
By Rui VenturaHospedagem cara e Contraproducente
By Rui Ventura
É com este título: “Hospedagem em SP e no Rio é mais cara que em Berlim
AE – Agencia Estado”.
Lamentável, a folha on line,trazer uma notícia que por verdadeira demonstra incompetência e amadorismo do setor, e que este por sua vez, culpa normalmente o governo pela falta de “oportunidade”, não, o que há é falta de trabalho sério.
Falei recentemente de custos e vou continuar, claro que logo depois desta postagem, eu falarei de Vendas, para amenizar um pouco.
Se perguntarmos por que o Rio e SP são tão caros, vamos escutar um rosário de desculpas, cujo sinônimo se reduz a incompetência, e exceto em um caso, de parte a parte, governo e iniciativa privada. Já sei que, temos a carga tributária mais elevada absurda e mal administrada do Mundo, mas cada povo tem o governo que merece já que os políticos são eleitos pelo voto, ou será que não?
Porque os Hotéis, vamos ficar com RJ e SP, são tão caros? Porque 90% dos empresários não sabe quanto custa abrir a porta, e nem quanto seu negócio deve dar de lucro para ser sustentável e permanente. Então pratica preços de acordo com o “andar da carruagem”.
1º Há a saber, que um hotel não dá prejuízo a partir dos 31% de ocupação real, ou pelo menos não pode dar, e isso é uma questão administrativa financeira. É preciso conhecer: mercados, finanças, custo, matemática e administração hoteleira para se chegar a uma tabela honesta e com lucros de acordo com o tipo de indústria que temos, e nela, da categoria e serviço de que dispomos.
2º O empresário tende a crescer, para isso precisa investir, crescer não é sinônimo de crescimento da conta bancária pessoal, é algo muito mais amplo e digno, e quando a nossa matéria prima é Gente, preocupemo-Nos com Ela e todas as nossas melhores expectativas serão positivamente excedidas.
Hoje se eu tivesse Hotel no Eixo Rio São Paulo, com certeza nos últimos 3 anos já tinha construído ou adquirido outra unidade isso se eu só tivesse uma.
O que falta realmente é Administração coerente, planejamento e competência para gerir uma indústria complexa que anda ainda muito na base do amadorismo.Só por curiosidade, quantos hoteleiros teem uma distribuição de seus lucros planejada? Quanto está sendo atribuído a manutenção e melhoramento do empreendimento, treinamento e reciclagem de mão-de-obra, e novos investimentos? isto para não alongarmos a lista.
Será que alguém fez conta de quantos turistas, ou mesmo quantos executivos deixamos de receber por falta de acomodações ou por preços que mais parecem uma piada? Aos Senhores governantes, já lhes passou pela cabeça calcular o quanto deixam de arrecadar em impostos pela falta de gestão e pelo absurdo cobrado em taxas e impostos no setor de turismo e hospedagem? No caso da reportagem citada há uma pessoa que planejava passar um mês no Brasil, passou 15 dias. Sei que “uma andorinha não faz primavera”,mas se em um ano tivermos, e devemos ter, um milhão de casos,interessou? É, tudo o que se multiplica por esse nr. Vale a pena, mesmo para quem não tem visão de futuro. Além da total falta de infra estrutura para turistas? Diria até por falta de incentivo, faltam apartamentos a preços decentes, porque há poucos, onde está o planejamento? Porque não, já que a iniciativa privada se mostra incompetente, planejar e prever novas UH (unidades habitacionais) antes que este caus. se instale? Não quero aqui dizer que o Governo deva criá-las ou pensar em Administrar Hotéis, já que, não precisamos de esforço para perceber que os governantes não fazem nem o dever de casa. Não há saúde, a educação é uma palhaçada, as estradas estão sucateadas, linhas férreas nem pensar, os aeroportos em colapso, os portos assoreados, enfim, uma “fartura”, falta tudo…. Se fossem hoteleiros então seria pior ainda. Mas podiam perfeitamente chamar pessoas que entendam do assunto e dizer-lhes, vamos ter falta de apartamentos daqui a 5 anos, estamos dispostos a subsidiar construção, nada de ampliações, e sim novos hotéis neste e naquele local, o que o Senhor (a) acha de administrar esta ou estas unidades desde a fundação com dinheiro subsidiado pelo BNDES, mas isso sem apadrinhamentos, esse dinheiro tem que ser um empréstimo, precisa das respectivas carências, mas tem que ser totalmente devolvido ou o empreendimento vai a leilão, o que não é interessante nem para o banco nem para o empresário,muito menos par o País, colecionador de “elefantes brancos” como o complexo dos jogos Pan Americanos no Rio que hj poderia estar sendo BELISSÍMAMENTE utilizado para suprir falhas de mercado, e está lá sucateando e dando despesa, ninguém se importa, já que é dinheiro do contribuinte. Não deixaria de pagar um centavo de um financiamento no Rio em SP ou em qualquer uma das cidades onde isso se faz necessário, e nem o aceitaria se não fosse feito em moldes coerentes.
O Turismo é uma indústria, como a petrolífera, a siderúrgica, a construção civil e tantas outras. O empresário Brasileiro ainda não acredita nisso, e como tal explora o turista, sem sequer perceber que ninguém engana ninguém e logo, o enganado vai embora, e espalha o seu sentimento negativo pelo seu circulo de amizades o que invariavelmente destrói algo que não tem nenhum motivo para não estar sempre em ascensão, a não ser a INCOMPETÊNCIA EXPLICITA QUE DEU ORIGEM À MATÉRIA DA FOLHA E EM BREVE O QUADRO ESTARÁ PIOR, ou profissionaliza-se o setor.
Custos:Reduzir ou Diluir – Eis a Questão.
By Rui Ventura
Reduzir custos, qualquer um
reduz, ou pelo menos assim pensa, pois as atitudes inerentes ao
fato, muito provavelmente vão mostrar num futuro muito próximo que
a operação não deu exatamente o resultado previsto.
Administração, não se faz por promissórias, se esta não dá vamos ver a próxima. Isto é uma atitude de amadorismo que cada vez mais deixa de ter aceitação plausível no nosso meio.
Casos há em que a redução se faz necessária e proceda-se a ela, mas é preciso ponderar exatamente quais as implicações de tal atitude, pois o que se deseja com ela é a redução pura e simples e não complicar modelos de operação cujo conserto se torne depois demasiado caro.
Há sim situações em que o enxugamento é recomendável, e assim sendo faça-se. Precisamos no entanto ter em mente que lidamos sempre com gente e prestamos serviços para pessoas, não há nada que dê mais lucro que o cliente satisfeito um de nossos segredos é fazer com que o seno hospede se sinta como em casa. E não é visto com bons olhos o rodizio constante dos atendentes.
Porque a diluição? Se eu tenho uma estrutura, com um custo fixo e uma rentabilidade “X” tudo o que eu tenho que fazer é traçar os planos, para que esta estrutura me leve à rentabilidade “X+Y” e é espantoso o que se consegue com este tipo de raciocínio, e é muito gratificante percebermos, que o mesmo que nos rendia o “X” foi otimizado e passou ao novo resultado, na maioria das vezes treinando e motivando as pessoas existentes.
É possível neste tipo de administração envolver e fortalecer as equipes, fazer com que elas se tornem muito mais, a parte do nosso TODO.
É muito mais fácil motivar para grandes resultados positivos, quando mostramos que, apenas com um pouquinho mais, estes já começam a aparecer. Assim por vezes não só se salvam estruturas inteiras, como se transformam equipes medíocres, em verdadeiros vencedores.
Redução de custos, em especial por corte de pessoal é, na maioria das vezes sinônimo de comodismo. E o resultado nunca é positivo. Quando se olha para o longo prazo, trabalhar, treinar e calcular tem um som POSITIVO,para o medíocre enxugar .
Custos a gente dilui. E com isso Otimizamos resultados. E geramos empregos e crescimento.
Lucro e Ocupação Hoteleira
By Rui VenturaComo tudo vem bater em custos, se o Administrador não sabe quanto custa vai ficar difícil. Administrei Hotéis em Curitiba e ali, na minha época se fechava o ano na casa dos 70% de ocupação, era bom? Não sei, no meu caso era, mas isso pode não ser. E já vamos ver por que:
Um Hotel bem administrado tem seu ponto de equilíbrio entre 27 e 31% de ocupação, hoje o mercado Curitibano reclama que fecha o Ano na casa de 50% é Bom? Sim é bom. Porque dizem que não é e por vezes não é mesmo.
Normalmente o Hoteleiro se refere à ocupação como um fato operacional, então não posso mais dizer se é ou não bom já que a ocupação, quando falamos de Lucro Líquido precisa ser OCUPAÇÃO FINANCEIRA.
Se você tem um hotel de 100 apartamentos e pratica uma diária média de R$. 100,00 então seu percentual de ocupação é realmente o mesmo independentemente de Operacional ou Financeiro, no entanto isto dificilmente se verifica, a diária de balcão é 100,00 mas a sua diária média é de 70,00 então o seu percentual operacional é um e o financeiro outro há que se saber porque o Hotel que encerra o ano com 50% de ocupação não dá lucro: Os motivos mais plausíveis são 2: 1º - Má administração, 2º e normalmente o mais provável o empresário está se referindo a um operacional e ignorando o percentual financeiro,, que é o que realmente paga as contas.
Não se esqueça, é básico que se saiba pelo menos quantas diárias precisa faturar diariamente para poder manter o empreendimento em funcionamento, ou sabe, ou contrata quem saiba, ou ainda, mude de ramo.
Não, não há Hotel que não dê Lucro, há empreendimentos com a Administração mal focada ou com números irreais.
Administre seu tempo
By Valéria Romão
Para
começar a falar em administração de tempo, temos que entender o
que vamos tentar gerenciar. Podemos dividir o tempo em duas
categorias: o medido e o vivido. O que vai realmente importar é o
vivido. E quando acaba o mês e sente que não conseguiu realizar o
que havia esperado, alguma coisa está errada.
O primeiro passo é dedicar uma parte do dia ao planejamento.
Lembre-se: cada hora dedicada ao planejamento das atividades
poupa três de execução. E o tempo medido funciona para apontar
erros do nosso passado e, como fonte de aprendizagem, evitar a
repetição dos mesmos problemas.
Profissionais em geral que têm dificuldade em administrar o tempo
podem ser enquadrados em algumas das seguintes
características :
Fora de foco: dificuldade de concentração é o
maior problema, uma vez que tende à dispersão.
Indeciso: vive com
medo de desagradar chefes, subordinados e pares, decidindo
empurrar tudo com a barriga.
Centralizador:
pensa que, se não fizer, ninguém cumprirá a tarefa corretamente,
é perfeccionista.
Apagador de
incêndio: cumpre as tarefas da forma como vão
aparecendo, sem hierarquizar as necessidades.
Para organizar , comece a criar o hábito de planejar e manter uma agenda diária. Nas primeiras horas do dia, escreva uma lista com tudo o que quer realizar. É importante priorizar estas ações levando em conta fatores como resultados, prazo e facilidade. Em primeiro lugar, pense nos resultados, procurando cumprir tarefas que trarão retorno imediato. Depois atue sobre o prazo, definindo cronograma e responsabilidades para a execução das tarefas.
Mesmo que não exista uma data pré-definida, preveja um prazo ideal, lembrando sempre que resultado esperado é sempre o fator principal. Evita-se, assim, que prazos sejam cumpridos burocraticamente. Este é o principal fator de qualidade das tarefas executadas. Por isso o estabelecimento de meta é mandatório e o cumprimento de prazo, operacional. Quando o trabalho é de grande complexidade, recomenda-se utilizar o parâmetro da facilidade, entendido como ações que apresentem níveis de dificuldade menores. Desta forma, consegue-se eliminar mais tarefas durante o dia, tendo como conseqüência retornos imediatos de produtividade. É o famoso “comer pelas bordas”.
O perigo é deixar as coisas mais complexas para depois, procrastinar prioridades e acabar esquecendo de realizá-las. Considere, portanto, que os resultados e prazos prevalecem sobre a facilidade das ações. Um dos grandes problemas na administração de tempo é não saber a distinção entre importância, urgência e prioridade. Importância é quanto aquela tarefa irá agregar para atingir as metas. A urgência está ligada ao tempo, prazo de execução e de início da tarefa, enquanto a prioridade surge da combinação da importância com a urgência.
Administre seu
tempo, inclusive sua agenda de tarefas, procurando adotar a
seguinte linha de raciocínio:
Importância: defina
metas, explicitadas como resultados esperados, conforme critério
de prioridade.
Urgência:
estabeleça prazos e responsabilidades, subordinando-se à
importância e, se possível, delegue urgências menos importantes a
terceiros.
Facilidade: Enumere
as dificuldades de cada tarefa, subordinando-se à importância e
urgência.
Tarefas: preveja as
atividades que devem ser feitas para operacionalizar as
metas.
Prazos: fixe datas de entrega ou finalização das tarefas.
Se você criar o hábito de planejar , administrando a agenda diária de acordo com essas dicas, seu trabalho se tornará mais fácil. Colocará desafios, os ultrapassará e controlará seu tempo de maneira organizada e mais eficaz. Sua qualidade de vida e seu relógio agradecem.
Stress Os Executivos e CEOs. Revendo Atuação, enquanto é Tempo
By Rui VenturaDa isto é Dinheiro, reportagem original de: Carolina Matos, Nicholas Vital e Rodolfo Borges com o Título: Quando e como desacelerar
A crise de hipertensão do presidente Lula, que viveu seu maior susto em sete anos de governo, envia um alerta aos empresários: jamais ultrapassar os limites do corpo
O presidente Lula estava prestes a viver na semana passada um dos pontos altos de sua trajetória política. Diante de uma plateia de líderes mundiais, ele receberia em Davos, na Suíça, durante o Fórum Econômico, o título de Estadista Global. Lula, obviamente, queria estar lá. Seu corpo, não. Refestelado na poltrona do avião que o levaria para a Europa, o presidente experimentou uma sensação estranha. Primeiro, sentiu um cansaço onipresente. Depois, uma leve tontura. Lula estava com a pressão alta. Ela chegara a 18 x 12, muito acima do seu normal, que raramente ultrapassa a marca de 11 x 8. O diagnóstico dos médicos assustou o presidente. A pressão alta era provavelmente resultado do mal que acomete pessoas que levam a vida num ritmo maior do que o desejável: o stress. Lula, que até então parecia imune aos efeitos nefastos de uma rotina atribulada, foi obrigado a descer do pedestal.Presidente fica doente, sim.
CLEDORVINO BELINI, Presidente da FIAT “Quando vi que podia morrer, mudei meu ritmo”
Presidente, a despeito do poder, do status e do dinheiro que
desfruta, sofre as mesmas agruras que afligem a todos nós. O
episódio, que obrigou um chefe de Estado a recolher-se ao
aconchego do lar, acende o sinal amarelo para quem leva a vida
sob pressão.
Por mais
que a recompensa seja elevada, poucos profissionais estão tão
expostos ao stress quanto executivos e empresários que têm nas
costas a responsabilidade de levar suas companhias ao
sucesso, o que só pode ser
conquistado mediante a superação de rivais agressivos e a
dedicação quase integral ao trabalho. "Nenhum aviso do corpo deve
ser desprezado" , diz Carlos Alberto de Oliveira Andrade, dono do
grupo Caoa Hyundai. No ano passado, Andrade passou por um susto.
Uma pancreatite (inflamação do pâncreas) fez com que ficasse
internado em estado grave durante vários dias. Como muitos de
seus pares, Andrade orgulhava-se de trabalhar 12, 14 horas por
dia. Às vezes, mais.
Mesmo sendo médico, a correria o impediu de prestar atenção aos
primeiros sinais do corpo que avisavam que ele havia alcançado
seu limite.
"Em todo ser humano, há um órgão que recebe a pressão e emite
alertas", diz o empresário. "No início de 2009, recebi um desses
avisos e não dei importância. Tive uma polimialgia aguda, que
causa fortes dores no corpo, e não tomei as providências
adequadas. No fim do ano, veio o baque." O presidente Lula
recebeu um desses recados. Há pelo menos um mês, vinha sentindo
um cansaço incomum, mas desprezou os sinais, assim como o dono do
grupo Caoa-Hyundai. A temporada no hospital fez com que Andrade
mudasse o estilo de vida. Há pelo menos quatro meses, ele dá
expediente em casa. No caso de Lula, os médicos também disseram
que o presidente precisa diminuir o ritmo.
As estatísticas revelam que muitos executivos brasileiros estão à beira de um ataque de nervos. Um estudo feito no ano passado pelo Isma Brasil (sigla em inglês), associação internacional para prevenção e tratamento do stress, trouxe números preocupantes sobre a qualidade de vida nos escritórios do País. Foram ouvidos mil executivos de Porto Alegre e São Paulo, com idade entre 25 e 60 anos. A pesquisa mostrou que 86% dos entrevistados sofriam de dores musculares ou de cabeça, 38% tinham distúrbios do sono e 13% apresentavam quadro de pressão alta. Mais grave ainda: para escapar da rotina asfixiante, 57% deles utilizavam álcool ou drogas.
Presidente do Isma, a psicóloga especializada em gerenciamento de
stress Ana Maria Rossi diz que os profissionais de primeira linha
gastam, em média, 13 horas do dia no ambiente de trabalho. No
restante do tempo, não conseguem se desligar. "A maioria
permanece conectada o tempo todo, mesmo em casa. Em busca de
relaxamento, essas pessoas desenvolvem maus hábitos que agravam o
quadro, como a utilização excessiva de medicamentos, o abuso de
álcool e o fumo."
Por mais
irônico que possa parecer, o desenvolvimento tecnológico agravou
o quadro de tensão dos executivos. Graças aos celulares
inteligentes e à própria internet, para ficar apenas em alguns
exemplos, muitos profissionais trabalham o tempo
todo. Em casa, em vez de aproveitarem o convívio
familiar, ficam grudados no computador.
AFONSO CELSO DE BARROS presidente da Avis “Somos cobrados o Tempo Todo é Muita Pressão”
No fim de semana, respondem a e-mails pelo celular. Eles simplesmente não conseguem se desconectar - e seu desempenho no escritório é calculado também pela disposição de ficarem à mercê das empresas. Quem não aceitar isso, provavelmente ficará fora do jogo, seja perdendo uma promoção ou o próprio emprego. O cenário corporativo atual também favorece o aparecimento do stress. Empresas globais obrigam os profissionais do topo a enfrentar rotinas extenuantes. Você dirige uma empresa no Brasil que tem escritório na China? Não são poucos os exemplos de teleconferências feitas nas madrugadas para atender ao fuso de uma matriz. Sua empresa foi adquirida por uma rival maior? Seu emprego está em risco. Você abriu o capital? A pressão dos acionistas por resultados talvez o deixará maluco. "Somos cobrados o tempo todo e se algum presidente de empresa disser o contrário é porque há alguma coisa errada", diz Afonso Celso de Barros, presidente da locadora Avis. Em meio às exigências profissionais do dia a dia, Barros enfrentou um drama familiar que o obrigou a "sumir da empresa".
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Em 2008, ele tirou quatro meses de licença para acompanhar o
tratamento da mulher, que teve um aneurisma. Nesse período, os
problemas da companhia eram acompanhados por telefone. "Eu me
considero ausente em relação à família. Fico com a consciência
pesada por passar tanto tempo longe de casa. Trabalho muito, mas,
nos fins de semana, procuro dedicar o tempo todo aos meus
filhos."
Seria ingênuo afirmar que os executivos desconhecem o preço do
sucesso profissional. É aqui que se abre a questão: até que ponto
as pessoas estão dispostas a abdicar de um contracheque maior em
prol de uma vida mais saudável? Aos 40 anos de idade e com um
histórico de acidente vascular cerebral aos 36, Flávio Bibiano
Darly, dono de uma fabricante e revendedora de peças para
veículos pesados, abriu mão do dinheiro.
O empresário, que ficou 15 dias internado, desistiu de
administrar seis empresas de ônibus para ter mais tempo livre.
"Eu trabalhava 20 horas por dia e dormia só uma hora por noite.
Tinha folga apenas aos domingos, quando passava o dia na cama",
relembra. Agora, a proposta é outra: conquistar cada vez mais
espaço na agenda para atividades prazerosas, como jogar
tênis.
"Ganhava muito dinheiro, mas não tinha tempo de gastar nada", diz
o executivo. Presidente da Fiat no Brasil, Cledorvino Belini
também mudou de vida depois de um susto. Há oito anos, quando
comandava a Magnetti Marelli no País, teve um problema cardíaco
causado pelo stress gerado pelo volume excessivo de trabalho.
Depois disso, decidiu levar uma vida mais harmoniosa. "Hoje,
tenho com a saúde o mesmo grau de exigência da vida executiva",
afirma. Belini também destaca a importância de se submeter a
exames médicos regularmente. "Isso faz toda a diferença."
Nesse aspecto, o presidente Lula falhou. Há algumas semanas,
contrariando a recomendação da equipe médica que o atende, ele
vem adiando a realização de um check-up - um erro grave para quem
enfrenta uma rotina agitada. Entre
segunda e quarta-feira da semana passada, o presidente visitou
quatro Estados e, enquanto esteve em Brasília, cumpriu uma agenda
extensa de reuniões e solenidades. Na terça-feira 26, depois de
participar de audiências e assinar dois decretos, viajou para
Porto Alegre, onde discursou no Fórum Social Mundial. Só voltou a
Brasília às 2 horas da madrugada e teve o primeiro compromisso de
trabalho às 9 horas da manhã.
Recebeu o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, no
Palácio da Alvorada, e logo depois seguiu de helicóptero para uma
solenidade no Park Way, bairro na periferia de Brasília. Quando
está em Brasília, Lula cumpre jornadas de no mínimo 12 horas por
dia, que frequentemente chegam a 15 horas. Tudo isso, segundo os
médicos, culminou no quadro de stress. Horas antes de ser levado
ao Hospital Português, no Recife, Lula discursou na inauguração
de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento de Saúde). Em seu
discurso, o presidente brincou. "A UPA é tão bem organizada que
até dá vontade de ficar doente para ser atendido aqui." Parecia
que ele estava prevendo o que viria a acontecer, antes de ser
internado num hospital particular.
Administração e Conservação de Enxovais
By Rui Ventura
Acredito que, assim como eu, alguém já
tenha tido necessidade de entender deste assunto, que quando mal
cuidado gera, como muitos outros aumentos desnecessários de
custos.
Vida útil de enxovais:
É a administração, (gerência) operacional dos hotéis que controla entradas e saídas de enxovais que compõem os ambientes do empreendimento.
A maioria dos fornecedores deste tipo de enxoval, orienta, os hotéis quanto à boa conduta para um melhor aproveitamento e maior duração das peças. Profissionais como camareiras e lavandeiras precisam conhecer o sistema de gerenciamento desta operação, pois a colaboração delas ajuda muito no manejo final.
As trocas são realizadas de acordo com as necessidades dos hotéis, que estão atreladas à rotatividade de cada unidade.
Cuidados
A boa conservação depende de alguns fatores essenciais como
conhecimento do tecido trabalhado.
| v O tipo linho, por exemplo, suporta 200 lavagens, |
| v O algodão 250, |
| v O misto chega a 350 higienizações. |
Sabendo até quanto estes produtos resistem, pode-se mensurar sua vida útil. Por isso é importante ter em mente a conduta do hotel, em relação a esta movimentação.
O processo de limpeza:
| v começa no manuseio correto, |
| v higienização, |
| v Secagem, |
| v Passar e posterior descanso do tecido, |
um fator importante de ser observado. Depois de realizadas as três etapas, lavagem, secagem e passadoria, é preciso que a roupa descanse entre 24 e 48 horas para recomposição da fibra.
Para um melhor custo/ benefício, as redes hoteleiras devem manter um estoque adequado às suas exigências.
Dicas de
especialistas
A Döhler, especializada em enxovais para hotéis, produz desde o
fio até o produto acabado e oferece suporte adequado para sua
utilização. Eles dispõem de técnico químico que acompanha de
perto o cliente.
Alguns estabelecimento hoteleiros preferem também a parceria com empresas especializadas, terceirizando o serviço. Para quem gosta de cuidar de seu patrimônio, precisa levar em conta a qualidade da água assim como o tipo de detergente ou produto que usa para lavagem, isto normalmente as fábricas teem os técnicos químicos que apresentam as recomendações.
A Teka desenvolve produtos para enxovais de linha profissional.
Para maior durabilidade, os itens para hotéis são fabricados com as seguintes características:
| v As peças recebem corantes específicos que resistem a diversas lavagens e ao uso de detergentes mais agressivos ou produtos clorados. |
| v Os artigos brancos são tratados com alvejantes ópticos selecionados, visando a suportar estas condições de lavagem. |
| v As toalhas de banho apresentam ligamento crepe, que se caracteriza por felpas mais presas à estrutura do tecido, reduzindo a probabilidade de fios puxados. |
| v Estas toalhas também usam em sua estrutura base fios compostos de fibras de algodão e poliéster que garante maior resistência e reduz o encolhimento. |
A Teka dá algumas dicas de como manter o enxoval em boa conservação para uso a longo prazo:
| v Armazenar as peças sempre em lugares limpos, secos e bem ventilados. Isto inibe a formação de fungos e mau cheiro. |
| v Na lavanderia, separar as peças por: |
| v Tipo de fibra (peças 100% algodão devem ser lavadas separadas das peças com mistura de algodão e poliéster) |
| v Tipo de artigo (lavar toalhas de banho separadas de roupões e de roupas de cama, por exemplo) |
| v Cor (lavar as peças brancas separadas das cores claras e principalmente das escuras) |
| v Grau de sujidade (roupas mais sujas tendem a sujar peças mais limpas) |
| v Para evitar amarrotamento, não deixar as peças de molho e lavar em temperaturas mais brandas principalmente em artigos de algodão ou poliéster. |
| v Problemas de manchas, amarelamento e enfraquecimento são reduzidos quase que totalmente com um processo de lavagem bem balanceado. |


