Sep 20th

Revenue Management (Gerenciamento de Receitas)

By Rui Ventura
(gerenciamento de receitas)
Para Todos
Os Menores Hotéis também teem direito aos benefícios.
Por: Rui Ventura
Por favor, não me interpretem mal, eu realmente não acho que nenhum dos meus leitores desconheça estas técnicas, mas alguns dos artigos de gestão de receitas que eu li recentemente fizeram me sentir como um “boneco”. 

Tenho certeza que existem muitos hoteleiros que estão interessados neste tópico, eu só sinto que alguns "especialistas", tentem fazer a gestão de receitas muito mais misteriosa e complicada do que ela precisa ser para muitos Hotéis. Na verdade, muitos dos artigos que li foram obviamente escritos para atrair gestores de receita qualificados em tempo integral, mas como há muitos hotéis que não podem se dar ao luxo de ter alguém especificamente para desempenhar esse papel. A maioria dos hotéis não tem escolha, a não ser atribuir as tarefas de gerenciamento de receitas para o seu melhor colaborador, geralmente o Gerente Geral ou até mesmo o front Office Manager; de qualquer forma, precisa ser uma pessoa que tenha um elevado interesse por números, conhecimento e tempo para exercer e desenvolver essa prática.

Minha preocupação é para com os pequenos e médios empreendimentos que não podem se dar ao luxo de contratar um especialista de gestão de receitas e, portanto ainda não tiveram o prazer dos Benefícios que produz um bom Gerenciamento de Receitas. Muitos dos clientes que tive são pequeno proprietários independentes ou franqueados e que lutam com algumas dificuldades no dia a dia, estes precisam de esclarecimentos, treinamento personalizado e muitas vezes específico, mas jamais lhes passa pela cabeça terem um Gerente e Receitas, no máximo um colaborador que conheça gerenciamento de receitas. Gestão de receitas não é o mais importante para eles, ou até seria mas por um lado eles não sabem, por outro, para o seu tamanho e condições não podem, ou assim pensam, então precisam se contentar com o que podem pagar, e que lhes é prático e rentável para o dia a dia.

As companhias aéreas foram os primeiros, a compreender que o princípio da “Oferta e da Procura”, poderia ser usado para maximização de receitas. Eles perceberam que vender assentos a preços elevados era quase impossível na maioria das vezes. Eles precisavam de uma forma que lhes permitisse maximizar as vendas e preencher assentos suficientes para cobrir as despesas, ainda assim conseguiram um sistema que lhes permite MAJORAR preços tão logo o equilíbrio seja obtido. Assim, nasceu a tarifa “magic 7”. Qualquer um que faça uma reserva com mais de 7 dias, de antecedência, faz um bom negócio, normalmente o preço do vôo está coberto até 7 dias antes, permitindo-lhes então majorar preços e ainda assim terem lucros reais e astronômicos.

Este princípio aplica-se também para os hotéis. Com o aumento da ocupação (procura) e da oferta (disponibilidade de quartos) diminui as tarifas “torna-as promocionais”, passado o período, as mais baixas são fechadas para venda, e apenas as mais elevadas estão disponíveis. Hotéis de hoje precisam de uma base de negócios, a fim de cobrir as despesas operacionais. Venda de quartos, todos na mesma tarifa, sem um critério pré estabelecido que às vezes (chega a mudar dentro do próprio dia) raramente produz um bom resultado, mesmo tratando-se de uma taxa média. 

Vamos examinar como as tarifas de hotéis são determinadas. Ao contrário do que alguns proprietários de hotéis podem acreditar, as taxas pouco teem a ver com mobiliário do hotel ou design. Tarifas de Hotel são determinadas pelo que as pessoas vão pagar por esses quartos. Não quero aqui de forma alguma dizer que isto está correto, Não, (NÃO ESTÁ) mas vamos ser honestos ao admitir que a maioria delas é obtida através do que o “vizinho” oferece, e não com bases de cálculos sólidas como DEVERIA. Tenho visto muitos quartos de hotel serem vendidos por R$ 150 por noite em Florianópolis, o que seria vendido por R$500 por noite em São Paulo ou Rio, para o mesmo quarto. Demanda de ocupação é a principal diferença. Maior demanda permite taxas mais altas,(O que não significa dizer que a base de tudo é sabermos quanto nos custa, quanto queremos que seja nosso lucro para podermos determinar por quanto vendemos) pura e simples.

Ao desenvolver as tarifas, é sempre uma boa idéia "Olhar a concorrência" na competição, mas isso é um detalhe e não é o principal. Partimos do princípio que o ou os concorrentes, entendem tudo de Economia finanças, custos hoteleiros enfim Gestão de Receitas altamente especializada, e seus relatórios são impecáveis. Seu relatório STR pode ser o melhor investimento que você já fez para a sua propriedade. Desenvolver suas tarifas em comparação com seus concorrentes. Como é o seu hotel comparar, mas não se esqueça, vc tem que saber exatamente o que quer e o que precisa para conseguir atingir suas metas.

Há muitos anos, os hoteleiros já perceberam ou deveriam ter percebido que vários segmentos de mercado tolerar níveis e ritmos diferentes. Para uma melhor operação do Hotel ou hotéis as tarifas precisam atender os segmentos de mercado, demanda e terem elasticidade para oscilações. Todas as tarifas devem partir da mais alta tabela de balcão e descendo conforme necessidade até se atingir o máximo de desconto permitido. (Vamos lembrar que o gerenciamento de receitas bem implementado se baseia em preços de venda) 


Adicionando Restrições
Para períodos de alta demanda, muitos hotéis costumam colocar restrições para aumentar o rendimento da receita. Algumas restrições comuns, como estadias mínimas, fechado para chegada, etc., são excelentes ferramentas para gerentes de receita experientes. Mas restrições devem ser aplicadas com alguma cautela, porque elas exigem limite.

Pratique diariamente Criar a Perfeição:
Uma boa prática é criar uma reunião de rendimento para incluir todos os indivíduos-chave no hotel. Para começar, sugiro reunião pelo menos três dias por semana. Grandes Organizações e as Redes com gerentes de receitas em tempo integral, obviamente revisão quartos ocupados e reservados a cada dia. O propósito desta reunião é revisar reservas para o futuro para determinar quais os dias que precisam de mais atenção.

Tarifa de Reserva:
Ou ritmos de reserva, a tarifas na qual as reservas são feitas para o futuro, varia ao longo do ano. Se as reuniões são realizadas fielmente o rendimento das pessoas de gestão de receitas vai ganhar um sentido para o ritmo de reservas. Alguns registros cuidadosos de manutenção do sistema podem ajudar neste processo.

Gestão de receitas utiliza intuição, bem como habilidades analíticas, conhecimentos de custos e aritmética; economia  e outros, o conjunto de habilidades melhora com a prática. A mentalidade de um bom Gerente melhora o rendimento da equipe focada na produção de uma boa mistura de ocupação e tarifa média. Missão do hotel deve ser a construção de ocupação com base, numa boa mistura de tarifas, e então tirar vantagem de ter uma base de tarifas crescentes para construir as taxas médias, para cima.

A missão não deve ser simplesmente para obter 100% de ocupação, mas sim começar a ocupação mais alto possível, com uma taxa média tão alta quanto possível. Para um Hotel de 100 apartamentos, 85% de ocupação com uma tarifa média de R$. 140 é mais rentável do que 100% de ocupação a R$.120. Embora ambos os casos produzam aproximadamente o mesmo rendimento, deixe-me perguntar: quanto custa limpar 15 apartamentos?

Este é um formato simplificado para os hotéis que estão atualmente preocupados em “vender apartamentos”, mas podemos garantir que RM ou o Gerenciamento de receitas é muito mais amplo e o vendedor de apartamentos não é um hoteleiro e sim um hospedeiro precisa aperfeiçoar serviços e atendimento e agregar valor ao seu empreendimento no momento, e então sim ascender ao título de HOTELEIRO.  De qualquer forma a simplicidade do sistema exposto é Boa sempre que bem usada e excelente para quem quer só gerenciar receita de apartamentos. O propósito da gestão das receitas é o de ajudar os hotéis a "fortalecer" seus negócios. Obviamente, pode haver muito mais detalhes e técnicas intrincadas envolvidos na gestão de receitas,mesmo só para apartamentos, e acreditem, HÁ, mas, por vezes, o progresso tem que vir engatinhando até que a prática leve sim à perfeição.

Como dito no início deste artigo, é verdade que muitos grandes hotéis, franqueadas e independentes, e algumas empresas hoteleiras têm talentosos gerentes de receita, o que ainda é controverso. No entanto, hotéis mais independentes e menores não estão usando qualquer forma de gestão de receitas em suas operações. Gestão de receitas, mesmo em sua forma mais simples, pode beneficiar a maioria dos hotéis não importa se é grande ou pequeno.

Há outros fatores que afetam as decisões de close-out e / ou restrição, como a história de ocupação, over-bookes de hotéis com instalações para convenções e eventos especiais sendo realizados na área. Para empreendimentos que podem estar apenas iniciando na gestão de receitas a prática e o gosto pelos números faz a perfeição. Para muitos hotéis, começar com o básico vai mostrar, em pouco tempo, muitas oportunidades para se tornar mais sofisticado, com outras formas de melhorar o seu rendimento receita. 

Gestão de receitas é um veículo para ajudar hotéis a tomar conhecimento dos apartamentos que vendem as tarifas que praticam, e ao ritmo a que eles vendem. É uma maneira de tornar hotéis pró-ativos no processo de venda, ao invés de simplesmente postar as tarifas e esperar que elas por si só vendam.

Apr 28th

Hospedagem cara e Contraproducente

By Rui Ventura

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É com este títuloHospedagem em SP e no Rio é mais cara que em Berlim

 AE – Agencia Estado”.

Lamentável, a folha on line,trazer uma notícia que por verdadeira demonstra incompetência e amadorismo do setor, e que este por sua vez, culpa normalmente o governo pela falta de “oportunidade”, não, o que há é falta de trabalho sério.

Falei recentemente de custos e vou continuar, claro que logo depois desta postagem, eu falarei de Vendas, para amenizar um pouco.

Se perguntarmos por que o Rio e SP são tão caros, vamos escutar um rosário de desculpas, cujo sinônimo se reduz a incompetência, e exceto em um caso, de parte a parte, governo e iniciativa privada. Já sei que, temos a carga tributária mais elevada  absurda e mal administrada do Mundo, mas cada povo tem o governo que merece já que os políticos são eleitos pelo voto, ou será que não?

Porque os Hotéis, vamos ficar com RJ e SP, são tão caros? Porque 90% dos empresários não sabe quanto custa abrir a porta, e nem quanto seu negócio deve dar de lucro para ser sustentável e permanente. Então pratica preços de acordo com o “andar da carruagem”.

1º Há a saber, que um hotel não dá prejuízo a partir dos 31% de ocupação real, ou pelo menos não pode dar, e isso é uma questão administrativa financeira. É preciso conhecer: mercados, finanças, custo, matemática e administração hoteleira para se chegar a uma tabela honesta e com lucros de acordo com o tipo de indústria que temos, e nela, da categoria e serviço de que dispomos.

2º O empresário tende a crescer, para isso precisa investir, crescer não é sinônimo de crescimento da conta bancária pessoal, é algo muito mais amplo e digno, e quando a nossa matéria prima é Gente, preocupemo-Nos com Ela e todas as nossas melhores expectativas serão positivamente excedidas.

Hoje se eu tivesse Hotel no Eixo Rio São Paulo, com certeza nos últimos 3 anos já tinha construído ou adquirido outra unidade isso se eu só tivesse uma.

O que falta realmente é Administração coerente, planejamento e competência para gerir uma indústria complexa que anda ainda muito na base do amadorismo.Só por curiosidade, quantos hoteleiros teem uma distribuição de seus lucros planejada? Quanto está sendo atribuído a manutenção e melhoramento do empreendimento, treinamento e reciclagem de mão-de-obra, e novos investimentos? isto para não alongarmos a lista.

Será que alguém fez conta de quantos turistas, ou mesmo quantos executivos deixamos de receber por falta de acomodações ou por preços que mais parecem uma piada? Aos Senhores governantes, já lhes passou pela cabeça calcular o quanto deixam de arrecadar em impostos pela falta de gestão e pelo absurdo cobrado em taxas e impostos no setor de turismo e hospedagem? No caso da reportagem citada há uma pessoa que planejava passar um mês no Brasil, passou 15 dias. Sei que “uma andorinha não faz primavera”,mas se em um ano tivermos, e devemos ter, um milhão de casos,interessou? É, tudo o que se multiplica por esse nr. Vale a pena, mesmo para quem não tem visão de futuro. Além da total falta de infra estrutura para turistas? Diria até por falta de incentivo, faltam apartamentos a preços decentes, porque há poucos, onde está o planejamento? Porque não, já que a iniciativa privada se mostra incompetente, planejar e prever novas UH (unidades habitacionais) antes que este caus. se instale? Não quero aqui dizer que o Governo deva criá-las ou pensar em Administrar Hotéis, já que, não precisamos de esforço para perceber que os governantes não fazem nem o dever de casa. Não há saúde, a educação é uma palhaçada, as estradas estão sucateadas, linhas férreas nem pensar, os aeroportos em colapso, os portos assoreados, enfim, uma “fartura”, falta tudo…. Se fossem hoteleiros então seria pior ainda. Mas podiam perfeitamente chamar pessoas que entendam do assunto e dizer-lhes, vamos ter falta de apartamentos daqui a 5 anos, estamos dispostos a subsidiar construção, nada de ampliações, e sim novos hotéis neste e naquele local, o que o Senhor (a) acha de administrar esta ou estas unidades desde a fundação com dinheiro subsidiado pelo BNDES, mas isso sem apadrinhamentos, esse dinheiro tem que ser um empréstimo, precisa das respectivas carências, mas tem que ser totalmente devolvido ou o empreendimento vai a leilão, o que não é interessante nem para o banco nem para o empresário,muito menos par o País, colecionador de “elefantes brancos” como o complexo dos jogos Pan Americanos no Rio que hj poderia estar sendo BELISSÍMAMENTE utilizado para suprir falhas de mercado, e está lá sucateando e dando despesa, ninguém se importa, já que é dinheiro do contribuinte. Não deixaria de pagar um centavo de um financiamento no Rio em SP ou em qualquer uma das cidades onde isso se faz necessário, e nem o aceitaria se não fosse feito em moldes coerentes.

O Turismo é uma indústria, como a petrolífera, a siderúrgica, a construção civil e tantas outras. O empresário Brasileiro ainda não acredita nisso, e como tal explora o turista, sem sequer perceber que ninguém engana ninguém e logo, o enganado vai embora, e espalha o seu sentimento negativo pelo seu circulo de amizades o que invariavelmente destrói algo que não tem nenhum motivo para não estar sempre em ascensão, a não ser a INCOMPETÊNCIA EXPLICITA QUE DEU ORIGEM À MATÉRIA DA FOLHA E EM BREVE O QUADRO ESTARÁ PIOR, ou profissionaliza-se o setor.

Apr 20th

Custos:Reduzir ou Diluir – Eis a Questão.

By Rui Ventura
Agui+Logo+Pequena (1).jpgReduzir custos, qualquer um reduz, ou pelo menos assim pensa, pois as atitudes inerentes ao fato, muito provavelmente vão mostrar num futuro muito próximo que a operação não deu exatamente o resultado previsto.

Administração, não se faz por promissórias, se esta não dá vamos ver a próxima. Isto é uma atitude de amadorismo que cada vez mais deixa de ter aceitação plausível no nosso meio.

Casos há em que a redução se faz necessária e proceda-se a ela, mas é preciso ponderar exatamente quais as implicações de tal atitude, pois o que se deseja com ela é a redução pura e simples e não complicar modelos de operação cujo conserto se torne depois demasiado caro.

Há sim situações em que o enxugamento é recomendável, e assim sendo faça-se. Precisamos no entanto ter em mente que lidamos sempre com gente e prestamos serviços para pessoas, não há nada que dê mais lucro que o cliente satisfeito  um de nossos segredos é fazer com que o seno hospede se sinta como em casa. E não é visto com bons olhos o rodizio constante dos atendentes.

Porque a diluição? Se eu tenho uma estrutura, com um custo fixo e uma rentabilidade “X” tudo o que eu tenho que fazer é traçar os planos, para que esta estrutura me leve à rentabilidade “X+Y” e é espantoso o que se consegue com este tipo de raciocínio, e é muito gratificante percebermos, que o mesmo que nos rendia o “X” foi otimizado e passou ao novo resultado, na maioria das vezes treinando e motivando as pessoas existentes.

É possível neste tipo de administração envolver e fortalecer as equipes, fazer com que elas se tornem muito mais, a parte do nosso TODO.

É muito mais fácil motivar para grandes resultados positivos, quando mostramos que, apenas com um pouquinho mais, estes já começam a aparecer. Assim por vezes não só se salvam estruturas inteiras, como se transformam equipes medíocres, em verdadeiros vencedores.

Redução de custos, em especial por corte de pessoal é, na maioria das vezes sinônimo de comodismo. E o resultado nunca é positivo. Quando se olha para o longo prazo, trabalhar, treinar e calcular tem um som POSITIVO,para o medíocre enxugar .

Custos a gente dilui. E com isso Otimizamos resultados. E geramos empregos e crescimento.

Sep 28th

Lucro e Ocupação Hoteleira

By Rui Ventura

Como tudo vem bater em custos, se o Administrador não sabe quanto custa vai ficar difícil. Administrei Hotéis em Curitiba e ali, na minha época se fechava o ano na casa dos 70% de ocupação, era bom? Não sei, no meu caso era, mas isso pode não ser. E já vamos ver por que:

Um Hotel bem administrado tem seu ponto de equilíbrio entre 27 e 31% de ocupação, hoje o mercado Curitibano reclama que fecha o Ano na casa de 50% é Bom? Sim é bom. Porque dizem que não é e por vezes não é mesmo.

Normalmente o Hoteleiro se refere à ocupação como um fato operacional, então não posso mais dizer se é ou não bom já que a ocupação, quando falamos de Lucro Líquido precisa ser OCUPAÇÃO FINANCEIRA.

Se você tem um hotel de 100 apartamentos e pratica uma diária média de R$. 100,00 então seu percentual de ocupação é realmente o mesmo independentemente de Operacional ou Financeiro, no entanto isto dificilmente se verifica, a diária de balcão é 100,00 mas a sua diária média é de 70,00 então o seu percentual operacional é um e o financeiro outro há que se saber porque o Hotel que encerra o ano com 50% de ocupação não dá lucro: Os motivos mais plausíveis são 2: 1º - Má administração, 2º e normalmente o mais provável o empresário está se referindo a um operacional e ignorando o percentual financeiro,, que é o que realmente paga as contas.

Não se esqueça, é básico que se saiba pelo menos quantas diárias precisa faturar diariamente para poder manter o empreendimento em funcionamento, ou sabe, ou contrata quem saiba, ou ainda, mude de ramo.

Não, não há Hotel que não dê Lucro, há empreendimentos com a Administração mal focada ou com números irreais.

Jun 17th

Administre seu tempo

By Valéria Romão

Para começar a falar em administração de tempo, temos que entender o que vamos tentar gerenciar. Podemos dividir o tempo em duas categorias: o medido e o vivido. O que vai realmente importar é o vivido. E quando acaba o mês e sente que não conseguiu realizar o que havia esperado, alguma coisa está errada.

O primeiro passo é dedicar uma parte do dia ao planejamento. Lembre-se: cada hora dedicada ao planejamento das atividades poupa três de execução. E o tempo medido funciona para apontar erros do nosso passado e, como fonte de aprendizagem, evitar a repetição dos mesmos problemas. 
 
Profissionais em geral que têm dificuldade em administrar o tempo podem ser enquadrados em algumas das seguintes características :
 

Fora de foco
: dificuldade de concentração é o maior problema, uma vez que tende à dispersão.
Indeciso: vive com medo de desagradar chefes, subordinados e pares, decidindo empurrar tudo com a barriga.
Centralizador: pensa que, se não fizer, ninguém cumprirá a tarefa corretamente, é perfeccionista.
Apagador de incêndio: cumpre as tarefas da forma como vão aparecendo, sem hierarquizar as necessidades.

Para organizar , comece a criar o hábito de planejar e manter uma agenda diária. Nas primeiras horas do dia, escreva uma lista com tudo o que quer realizar. É importante priorizar estas ações levando em conta fatores como resultados, prazo e facilidade. Em primeiro lugar, pense nos resultados, procurando cumprir tarefas que trarão retorno imediato. Depois atue sobre o prazo, definindo cronograma e responsabilidades para a execução das tarefas.

Mesmo que não exista uma data pré-definida, preveja um prazo ideal, lembrando sempre que resultado esperado é sempre o fator principal. Evita-se, assim, que prazos sejam cumpridos burocraticamente. Este é o principal fator de qualidade das tarefas executadas. Por isso o estabelecimento de meta é mandatório e o cumprimento de prazo,  operacional. Quando o trabalho é de grande complexidade, recomenda-se utilizar o parâmetro da  facilidade, entendido como ações que apresentem níveis de dificuldade menores. Desta forma, consegue-se eliminar mais tarefas durante o dia, tendo como conseqüência retornos imediatos de produtividade. É o famoso “comer pelas bordas”.

O perigo é deixar as coisas mais complexas para depois, procrastinar prioridades e acabar esquecendo de realizá-las. Considere, portanto, que os resultados e prazos prevalecem sobre a facilidade das ações. Um dos grandes problemas na administração de tempo é não saber a distinção entre importância, urgência e prioridade. Importância é quanto aquela tarefa irá agregar para atingir as metas. A urgência está ligada ao tempo, prazo de execução e de início da tarefa, enquanto a prioridade surge da combinação da importância com a urgência.

Administre seu tempo, inclusive sua agenda de tarefas, procurando adotar a seguinte linha de raciocínio:
Importância: defina metas, explicitadas como resultados esperados, conforme critério de prioridade.
Urgência: estabeleça prazos e responsabilidades, subordinando-se à importância e, se possível, delegue urgências menos importantes a terceiros.
Facilidade: Enumere as dificuldades de cada tarefa, subordinando-se à importância e urgência.
Tarefas: preveja as atividades que devem ser feitas para operacionalizar as metas.
Prazos: fixe datas de entrega ou finalização das tarefas.

Se você criar o hábito de planejar , administrando a agenda diária de acordo com essas dicas, seu trabalho se tornará mais fácil. Colocará desafios, os ultrapassará e controlará seu tempo de maneira organizada e mais eficaz. Sua qualidade de vida e seu relógio agradecem.

 

Feb 19th

Stress Os Executivos e CEOs. Revendo Atuação, enquanto é Tempo

By Rui Ventura

Da isto é Dinheiro, reportagem original de: Carolina Matos, Nicholas Vital e Rodolfo Borges com o Título: Quando e como desacelerar

A crise de hipertensão do presidente Lula, que viveu seu maior susto em sete anos de governo, envia um alerta aos empresários: jamais ultrapassar os limites do corpo

O presidente Lula estava prestes a viver na semana passada um dos pontos altos de sua trajetória política. Diante de uma plateia de líderes mundiais, ele receberia em Davos, na Suíça, durante o Fórum Econômico, o título de Estadista Global. Lula, obviamente, queria estar lá. Seu corpo, não. Refestelado na poltrona do avião que o levaria para a Europa, o presidente experimentou uma sensação estranha. Primeiro, sentiu um cansaço onipresente. Depois, uma leve tontura. Lula estava com a pressão alta. Ela chegara a 18 x 12, muito acima do seu normal, que raramente ultrapassa a marca de 11 x 8. O diagnóstico dos médicos assustou o presidente. A pressão alta era provavelmente resultado do mal que acomete pessoas que levam a vida num ritmo maior do que o desejável: o stress. Lula, que até então parecia imune aos efeitos nefastos de uma rotina atribulada, foi obrigado a descer do pedestal.Presidente fica doente, sim.

CLEDORVINO BELINI, Presidente da FIAT “Quando vi que podia morrer, mudei meu ritmo”

Presidente, a despeito do poder, do status e do dinheiro que desfruta, sofre as mesmas agruras que afligem a todos nós. O episódio, que obrigou um chefe de Estado a recolher-se ao aconchego do lar, acende o sinal amarelo para quem leva a vida sob pressão.
Por mais que a recompensa seja elevada, poucos profissionais estão tão expostos ao stress quanto executivos e empresários que têm nas costas a responsabilidade de levar suas companhias ao sucesso,
 o que só pode ser conquistado mediante a superação de rivais agressivos e a dedicação quase integral ao trabalho. "Nenhum aviso do corpo deve ser desprezado" , diz Carlos Alberto de Oliveira Andrade, dono do grupo Caoa Hyundai. No ano passado, Andrade passou por um susto. Uma pancreatite (inflamação do pâncreas) fez com que ficasse internado em estado grave durante vários dias. Como muitos de seus pares, Andrade orgulhava-se de trabalhar 12, 14 horas por dia. Às vezes, mais.

Mesmo sendo médico, a correria o impediu de prestar atenção aos primeiros sinais do corpo que avisavam que ele havia alcançado seu limite.
"Em todo ser humano, há um órgão que recebe a pressão e emite alertas", diz o empresário. "No início de 2009, recebi um desses avisos e não dei importância. Tive uma polimialgia aguda, que causa fortes dores no corpo, e não tomei as providências adequadas. No fim do ano, veio o baque." O presidente Lula recebeu um desses recados. Há pelo menos um mês, vinha sentindo um cansaço incomum, mas desprezou os sinais, assim como o dono do grupo Caoa-Hyundai. A temporada no hospital fez com que Andrade mudasse o estilo de vida. Há pelo menos quatro meses, ele dá expediente em casa. No caso de Lula, os médicos também disseram que o presidente precisa diminuir o ritmo.

As estatísticas revelam que muitos executivos brasileiros estão à beira de um ataque de nervos. Um estudo feito no ano passado pelo Isma Brasil (sigla em inglês), associação internacional para prevenção e tratamento do stress, trouxe números preocupantes sobre a qualidade de vida nos escritórios do País. Foram ouvidos mil executivos de Porto Alegre e São Paulo, com idade entre 25 e 60 anos. A pesquisa mostrou que 86% dos entrevistados sofriam de dores musculares ou de cabeça, 38% tinham distúrbios do sono e 13% apresentavam quadro de pressão alta. Mais grave ainda: para escapar da rotina asfixiante, 57% deles utilizavam álcool ou drogas.

Presidente do Isma, a psicóloga especializada em gerenciamento de stress Ana Maria Rossi diz que os profissionais de primeira linha gastam, em média, 13 horas do dia no ambiente de trabalho. No restante do tempo, não conseguem se desligar. "A maioria permanece conectada o tempo todo, mesmo em casa. Em busca de relaxamento, essas pessoas desenvolvem maus hábitos que agravam o quadro, como a utilização excessiva de medicamentos, o abuso de álcool e o fumo."
Por mais irônico que possa parecer, o desenvolvimento tecnológico agravou o quadro de tensão dos executivos. Graças aos celulares inteligentes e à própria internet, para ficar apenas em alguns exemplos, muitos profissionais trabalham o tempo todo. Em casa, em vez de aproveitarem o convívio familiar, ficam grudados no computador.

AFONSO CELSO DE BARROS presidente da Avis “Somos cobrados o Tempo Todo é Muita Pressão”

No fim de semana, respondem a e-mails pelo celular. Eles simplesmente não conseguem se desconectar - e seu desempenho no escritório é calculado também pela disposição de ficarem à mercê das empresas. Quem não aceitar isso, provavelmente ficará fora do jogo, seja perdendo uma promoção ou o próprio emprego. O cenário corporativo atual também favorece o aparecimento do stress. Empresas globais obrigam os profissionais do topo a enfrentar rotinas extenuantes. Você dirige uma empresa no Brasil que tem escritório na China? Não são poucos os exemplos de teleconferências feitas nas madrugadas para atender ao fuso de uma matriz. Sua empresa foi adquirida por uma rival maior? Seu emprego está em risco. Você abriu o capital? A pressão dos acionistas por resultados talvez o deixará maluco. "Somos cobrados o tempo todo e se algum presidente de empresa disser o contrário é porque há alguma coisa errada", diz Afonso Celso de Barros, presidente da locadora Avis. Em meio às exigências profissionais do dia a dia, Barros enfrentou um drama familiar que o obrigou a "sumir da empresa".

Em 2008, ele tirou quatro meses de licença para acompanhar o tratamento da mulher, que teve um aneurisma. Nesse período, os problemas da companhia eram acompanhados por telefone. "Eu me considero ausente em relação à família. Fico com a consciência pesada por passar tanto tempo longe de casa. Trabalho muito, mas, nos fins de semana, procuro dedicar o tempo todo aos meus filhos."
Seria ingênuo afirmar que os executivos desconhecem o preço do sucesso profissional. É aqui que se abre a questão: até que ponto as pessoas estão dispostas a abdicar de um contracheque maior em prol de uma vida mais saudável? Aos 40 anos de idade e com um histórico de acidente vascular cerebral aos 36, Flávio Bibiano Darly, dono de uma fabricante e revendedora de peças para veículos pesados, abriu mão do dinheiro.

O empresário, que ficou 15 dias internado, desistiu de administrar seis empresas de ônibus para ter mais tempo livre. "Eu trabalhava 20 horas por dia e dormia só uma hora por noite. Tinha folga apenas aos domingos, quando passava o dia na cama", relembra. Agora, a proposta é outra: conquistar cada vez mais espaço na agenda para atividades prazerosas, como jogar tênis.
"Ganhava muito dinheiro, mas não tinha tempo de gastar nada", diz o executivo. Presidente da Fiat no Brasil, Cledorvino Belini também mudou de vida depois de um susto. Há oito anos, quando comandava a Magnetti Marelli no País, teve um problema cardíaco causado pelo stress gerado pelo volume excessivo de trabalho. Depois disso, decidiu levar uma vida mais harmoniosa. "Hoje, tenho com a saúde o mesmo grau de exigência da vida executiva", afirma. Belini também destaca a importância de se submeter a exames médicos regularmente. "Isso faz toda a diferença."

Nesse aspecto, o presidente Lula falhou. Há algumas semanas, contrariando a recomendação da equipe médica que o atende, ele vem adiando a realização de um check-up - um erro grave para quem enfrenta uma rotina agitada. Entre segunda e quarta-feira da semana passada, o presidente visitou quatro Estados e, enquanto esteve em Brasília, cumpriu uma agenda extensa de reuniões e solenidades. Na terça-feira 26, depois de participar de audiências e assinar dois decretos, viajou para Porto Alegre, onde discursou no Fórum Social Mundial. Só voltou a Brasília às 2 horas da madrugada e teve o primeiro compromisso de trabalho às 9 horas da manhã.
Recebeu o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, no Palácio da Alvorada, e logo depois seguiu de helicóptero para uma solenidade no Park Way, bairro na periferia de Brasília. Quando está em Brasília, Lula cumpre jornadas de no mínimo 12 horas por dia, que frequentemente chegam a 15 horas. Tudo isso, segundo os médicos, culminou no quadro de stress. Horas antes de ser levado ao Hospital Português, no Recife, Lula discursou na inauguração de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento de Saúde). Em seu discurso, o presidente brincou. "A UPA é tão bem organizada que até dá vontade de ficar doente para ser atendido aqui." Parecia que ele estava prevendo o que viria a acontecer, antes de ser internado num hospital particular.

               

 

Feb 10th

Administração e Conservação de Enxovais

By Rui Ventura

Acredito que, assim como eu, alguém já tenha tido necessidade de entender deste assunto, que quando mal cuidado gera, como muitos outros aumentos desnecessários de custos.

Vida útil de enxovais:

É a administração, (gerência) operacional dos hotéis que controla entradas e saídas de enxovais que compõem os ambientes do empreendimento.

A maioria dos fornecedores deste tipo de enxoval, orienta, os hotéis quanto à boa conduta para um melhor aproveitamento e maior duração das peças. Profissionais como camareiras e lavandeiras precisam conhecer o sistema de gerenciamento desta operação, pois a colaboração delas ajuda muito no manejo final.

As trocas são realizadas de acordo com as necessidades dos hotéis, que estão atreladas à rotatividade de cada unidade.

Cuidados
A boa conservação depende de alguns fatores essenciais como conhecimento do tecido trabalhado.

v  O tipo linho, por exemplo, suporta 200 lavagens,
v  O algodão 250,
v  O misto chega a 350 higienizações.

Sabendo até quanto estes produtos resistem, pode-se mensurar sua vida útil. Por isso é importante ter em mente a conduta do hotel, em relação a esta movimentação.

O processo de limpeza:

v  começa no manuseio correto,
v  higienização,
v  Secagem,
v  Passar e posterior descanso do tecido,

um fator importante de ser observado. Depois de realizadas as três etapas, lavagem, secagem e passadoria, é preciso que a roupa descanse entre 24 e 48 horas para recomposição da fibra.

Para um melhor custo/ benefício, as redes hoteleiras devem manter um estoque adequado às suas exigências.

Dicas de especialistas
A Döhler, especializada em enxovais para hotéis, produz desde o fio até o produto acabado e oferece suporte adequado para sua utilização. Eles dispõem de técnico químico que acompanha de perto o cliente.

Alguns estabelecimento hoteleiros preferem também a parceria com empresas especializadas, terceirizando o serviço. Para quem gosta de cuidar de seu patrimônio, precisa levar em conta a qualidade da água assim como o tipo de detergente ou produto que usa para lavagem, isto normalmente as fábricas teem os técnicos químicos que apresentam as recomendações.

A Teka desenvolve produtos para enxovais de linha profissional.

Para maior durabilidade, os itens para hotéis são fabricados com as seguintes características:

v  As peças recebem corantes específicos que resistem a diversas lavagens e ao uso de detergentes mais agressivos ou produtos clorados.
v  Os artigos brancos são tratados com alvejantes ópticos selecionados, visando a suportar  estas condições de lavagem.
v  As toalhas de banho apresentam ligamento crepe, que se caracteriza por felpas mais presas à estrutura do tecido, reduzindo a probabilidade de fios puxados.
v  Estas toalhas também usam em sua estrutura base fios compostos de fibras de algodão e poliéster que garante maior resistência e reduz o encolhimento.

A Teka dá algumas dicas de como manter o enxoval em boa conservação para uso a longo prazo:

v  Armazenar as peças sempre em lugares limpos, secos e bem ventilados. Isto inibe a formação de fungos e mau cheiro.
v  Na lavanderia, separar as peças por:
v  Tipo de fibra (peças 100% algodão devem ser lavadas separadas das peças com mistura de algodão e poliéster)
v  Tipo de artigo (lavar toalhas de banho separadas de roupões e de roupas de cama, por exemplo)
v  Cor (lavar as peças brancas separadas das cores claras e principalmente das escuras)
v  Grau de sujidade (roupas mais sujas tendem a sujar peças mais limpas)
v  Para evitar amarrotamento, não deixar as peças de molho e lavar em temperaturas mais brandas principalmente em artigos de algodão ou poliéster.
v  Problemas de manchas, amarelamento e enfraquecimento são reduzidos quase que totalmente com um processo de lavagem bem balanceado.