Jun
17th
Livro " O Paradoxo Sexual "
By Valéria Romão
O PARADOXO SEXUAL - Susan
Pinker
Segundo esse livro, as escolhas profissionais de homens e
mulheres podem ser determinadas pela
genética
A psicóloga canadense
Susan Pinker, autora do recém-lançado O Paradoxo Sexual (Editora
BestSeller), coloca pimenta na tradicional discussão da guerra
dos sexos. Para ela, a disparidade entre os gêneros pode ser
explicada a partir de fatores biológicos: por ter hormônios e
genes diferentes, homens e mulheres fazem escolhas diferentes na
carreira. De acordo com o livro, se elas não chegam ao topo não é
apenas por preconceito ou falta de oportunidades oferecidas pela
empresa.
O organismo, afirma Susan,
também influi no destino profissional. "A genética pode orientar
as decisões de carreira de qualquer pessoa", diz. “Um jogador de
basquete pode ter decidido entrar nessa profissão por causa de
sua estrutura corporal. Minha proposta é usar a biologia como
ponto de partida para analisar também as diferenças de gênero”,
escreve Susan.
Munida de pesquisas científicas e anos de experiência clínica, a
psicóloga afirma que, por terem conexões cerebrais e hormônios
distintos, os homens são mais propensos à rivalidade e a
atividades que envolvam sistemas padronizados (como a engenharia
e a fícarreira predispostas a ter empatia e sensibilidade e a
trabalhar em áreas que estimulem a linguagem e o cuidado com o
próximo.
“É por isso que profssões como recursos humanos e comunicação
atraem mais mulheres”, afirma a autora. Mas ela alerta: os
comportamentos padrões podem variar de acordo com a personalidade
de cada um. “É claro que os traços individuais e o ambiente
influenciam muito.”
De acordo com Susan, os cargos de alta chefia atraem hoje mais os
homens do que as mulheres porque eles desenvolvem melhor as
conexões cerebrais que estimulam a competitividade —
característica importante para quem quer subir até a presidência.
Apenas 3% das 500 maiores empresas americanas, segundo a revista
Fortune, possuem mulheres na alta liderança.
Susan não nega que a cultura masculina, que ainda predomina na
imensa maioria das companhias, seja um componente dessa situação
— ao lado das questões biológicas. “As mulheres são uma força
relativamente recente no mercado de trabalho, por isso a gestão
das empresas é prioritariamente masculina.”
Segundo Susan, a empresa que não entender as diferenças de
raciocínio entre os sexos corre o risco de perder executivas
talentosas. Um exemplo de ação direcionada à funcionária vem da
consultoria Accenture, que permite que as mães trabalhem
remotamente durante os primeiros anos dos filhos. “Isso faz com
que elas fiquem mais felizes e continuem a crescer dentro da
companhia”, diz Ronald Munk, responsável pela área de
responsabilidade social.
ELES QUEREM
STATUS E ELAS, AUTONOMIA
Ter a necessidade de ser feliz em diferentes aspectos da vida é,
segundo Susan Pinker, outra característica biologicamente
feminina. As mulheres, diz ela, são adeptas da diversidade de
objetivos, enquanto os homens são mais focados em metas
determinadas. O que motiva os rapazes são status, altos salários
e oportunidade de crescimento rápido.
Já as moças priorizam: flexibilidade, autonomia, trabalhar com
pessoas inspiradoras e ter um trabalho no qual possa fazer a
diferença — esses objetivos impulsionam 85% das universitárias,
de acordo com pesquisa citada no livro O Paradoxo
Sexual.
O que Susan propõe é que cada gênero tenha liberdade para fazer
escolhas diferentes. “As mulheres precisam parar de agir como
homens só para não se sentirem discriminadas”, diz a
autora.
Viewing 1 - 1 of 1


